Abdome – Abdominoplastia

A gestação causa, num grau maior ou menor e dependendo de características pessoais, tensões que provocam flacidez da pele com aparecimento ou não de estrias, depósitos de gordura e afastamento da musculatura abdominal. A isto, podem estar somadas cicatrizes de cirurgias anteriores e hérnias. No sexo masculino também pode haver excesso cutâneo, de gordura, cicatrizes e hérnias. Estas alterações podem ser corrigidas pela plástica abdominal ou abdominoplastia. Alterações similares também ocorrem em casos de obesidade com posterior emagrecimento.
No pré-operatório, os pacientes com obesidade são orientados a atingir um peso ideal e aos fumantes é solicitada uma abstinência do tabagismo. Numa atenciosa consulta é feito o diagnóstico e planejada a cirurgia. Os exames laboratoriais, de imagem e cardiológicos são solicitados, e há o encaminhamento para avaliação anestésica e clínica, se necessária.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral. Normalmente é feita uma incisão no sulco abdominal inferior, local em que a cicatriz resultante pode ser escondida e tornar-se menos aparente, dentro da área coberta pelas vestes íntimas. É retirado o excesso cutâneo e reaproximada a musculatura da parede abdominal. Usualmente o umbigo é recolocado em seu lugar ideal. É muito comum a realização de uma lipoaspiração regional concomitante. Após a cirurgia é colocada uma malha modeladora.
Usualmente há permanência na sala de recuperação por algumas horas e o/a paciente fica em um quarto hospitalar até completar 24 horas de internação. A deambulação precoce é recomendada, sem extensão completa do abdômen.
Alguns movimentos são evitados e administrados analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios. Edema e equimoses são comuns no pós-operatório. Os primeiros pontos são retirados com sete dias e os restantes com 14 dias. A drenagem linfática é recomendada aos 15 dias e a malha modeladora abdominal deve permanecer até 30 dias, quando passa a ser usada esporadicamente.
Progressivamente são liberados os movimentos e exercícios, o edema e as equimoses tendem a desaparecer de 30 a 45 dias após a cirurgia, mas o resultado definitivo só aparecerá ao final de dois meses. O objetivo da cirurgia é restituir ao abdômen o seu equilíbrio de forma e movimento, o que servirá também para prevenir doenças da coluna vertebral. O tamanho da cicatriz no sulco abdominal inferior dependerá do excesso de pele pré-existente. O resultado estético costuma ser altamente compensador. A reaproximação dos músculos na linha média devolve a forma abdominal, restando apenas o fortalecimento da musculatura com exercícios posteriormente.
