A cirurgia plástica tem ampla atuação em oncologia, seja no tratamento primário das lesões, seja na reconstrução após a erradicação da doença pelo tratamento em especialidades oncológicas.
O cirurgião plástico desempenha importante papel no tratamento de tumores malignos de pele, como o melanoma, carcinomas basocelular e epidermóide. Em muitos casos o paciente procura ou é encaminhado ao cirurgião plástico por possuir lesões em áreas consideradas nobres na face (pálpebras, orelhas, nariz, lábios) ou em outras regiões do corpo, e que ainda não estão em fases muito avançadas, em que a retirada da lesão é curativa e com possibilidade de reconstrução ou preservação da anatomia e da estética local.
Além do tratamento primário de carcinomas, a cirurgia plástica serve como grande aliada das especialidades oncológicas. Dado o grande avanço, preparo e destreza dos cirurgiões oncológicos, de cabeça e pescoço e mastologistas, muitos casos possuem possibilidades de tratamento melhores e atingem a cura. Após cirurgias curativas e erradicação da doença, os colegas destas especialidades muitas vezes encaminham seus pacientes ao cirurgião plástico para reconstrução das áreas tratadas e melhoria estética e funcional.
Outro ponto importante que deve ser mencionado é que a cirurgia reparadora, com a restauração da forma e da normalidade, devolve também a autoestima, autoconfiança e qualidade de vida. Os pacientes que perderam sua normalidade física, seja por sequelas do câncer ou por traumas físicos, apresentam profundas alterações psicológicas, pois apesar de terem vencido sua doença, as alterações estéticas e funcionais que remanescentes, trazem problemas no convívio em sociedade. Sendo assim, a cirurgia plástica prova que não pode ser dividida entre estética e reparadora. Ambas andam juntas, com um único objetivo, restaurar a normalidade do paciente, estética, funcional e psicológica.
